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Devagar, receosa de não ser capaz de me elevar alto no céu azul que vive sobre mim. Sei que não serei capaz de voar tão alto. Não mo permtirei. Voo agora entre cá e lá. Entre esse céu azul fantástico que um dia me acolheu e este chão onde regressava todos os dias, entre voos mais desastrados. Vejo as outras fadas passarem lá em cima. Algumas conseguem distinguir este pontinho escuro no chão, que é o meu corpo. Outras, nem por isso. Não me incomoda. Deixai-as voar, como eu já o fiz durante o tempo que me foi permitido fazê-lo. E a sensação é boa, irão elas descobrir. Como eu descobri. É abrir as asas e verificar a sua grandeza. A beleza das suas cores. A leveza do voar. E esperar que não descubram a dor de perder as asas de uma forma tão cruel. Transportar sempre que possa, no meu saquinho preso à cintura, o pó mágico daquelas que foram um dia as minhas asas. O pó mágico de asa de borboleta. O pó que cura. E sentar-me cá em baixo a olhar o céu. A agradecer-lhe ter-me acolhido |
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