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Agora com outro olhar. Agora a caminhar devagar, com cuidado para não cair. Gosto de me sentar na pontinha dos ramos e ficar a olhar lá para baixo. Perder-me em sonhos de um dia, que hoje já nem sei se foram reais. E um "glimp" faz-me acordar. Sacode-me e penetra-me o olhar obrigando-me a acreditar que sim; que os sonhos de um dia foram reais. E aí entro em mim, pela íris do meu olhar. Circulo no meu sangue, em calores, arrepios, tremuras, sorrisos e lágrimas. Os meus vôos... As minhas asas... Perco a ligação com o exterior, por vezes. Que saudades de voar... Que saudades de te rodear em vôo. De te pedir que me acompanhes a viagem. Acordo de mim abanada pelo vento nos frágeis ramos em que me encontro. Não... Não hei-de cair. Obrigo-me a descer. "Nem penses em ficar aí em cima" digo para mim. Desço e a tristeza volta. A dor de já não ter asas. A dor de já não poder voar... |
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